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Bravos de hoje

  • auroradeoutono
  • 16 de ago. de 2020
  • 1 min de leitura

Foram os valentes de outrora

Que rumaram ao desconhecido

E desses descendemos

Mas já não defendemos

Mas foram bravos, foram audazes

E dessa bravura já não dependemos

Pese embora os laivos de vilania

De força na ambição desmedida

Deram novos mundos ao mundo

Com luta destemida e ardor

Enfrentaram o mar e as tempestades

Ao dobrar o Cabo Bojador

Grande Infante D. Henrique

O senhor da navegação

Viveu o sonho na ponta de Sagres

De descobrir as terras além do mar

Deu caravelas à sua visão

E incentivo aos levados a navegar

Mas foi o mar, foi o mar

Que no seu leito os deixou passar

E sem este mar imenso

Ainda que que por vezes bravo

De milhas e milhas para navegar

Nada se teria descoberto

Nada haveria que contar

E dessa bravura no mar

Nos resta a nostalgia em terra

Em chão firme e seguro

Mas é preciso disseminar o perigo

Que assola o nosso país

Sair do refúgio da hipocrisia

Se queremos ser um povo livre

Sem xenófobos, raivosos, demagogia

Vós que zeleis pela democracia

E começais o dia tão cedo

Não deixeis ficar impune o crime

Meu Grande Senhor deste País!

Que abraça o seu povo como sente

Ordene que se calem as vozes do ódio

Para que a raiva não prolifere

E a melancolia se transforme em medo

Porque é tempo de cortar as urtigas pela raiz!

Maria Caetano Vaz

 
 
 

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