Lágrimas
- auroradeoutono
- 15 de nov. de 2021
- 1 min de leitura
Senti a chuva cair
Na janela do meu quarto
Pingas que se soltam das bátegas
Lágrimas duras,
Projetadas pela fúria do desespero
Um só sopro de alento
E raios do sol que eu tanto quero
Perguntei ao vento do norte
Se existe alguém, mais livre do que ele
Não me respondeu, porém
Apenas soprou mais forte
Ostentando o seu poder
Como se o mundo fosse dele
E além dele, não houvesse ninguém
E os meus olhos são,
Dois lagos, reflexo das tormentas
Que a vida me dá, e eu enfrento
Com a força que brota do meu coração
Qual defensora felina
Das crias por quem apanhadas
Nas teias e armadilhas
Do oportunismo em erupção
Entre socalcos e solavancos
Dos caminhos tortuosos trilhados
Do anseio inacabado submisso
Mas creio, a seu tempo estará
Um raio de sol no meu sorriso
Maria Caetano Vaz /2021





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