Brilhantes
- auroradeoutono
- 15 de set. de 2020
- 1 min de leitura
No chão do meu terraço
O meu corpo deitado
Fico quieta quase inerte
No chão cálido e duro
Que a Estrela do dia aqueceu
Elas são tantas e brilhantes
Queria eu poder falar-lhes
Ouvi-las, ainda que em sussurro
Os meus olhos no firmamento
Extasiada com o seu brilho
Procuro as Três-Marias
Tento perceber onde estão
Formam o cinturão de Órion
Esta bela constelação
E o meu olhar percorre a imensidão
Num misto de mistério e admiração
Onde estará Escorpião?
Será que se escondeu de Orionte?
Ou já não tem audácia
Por ter perdido o ferrão?
Que beleza magnificente
Mais belas do que as de Van Gogh
Guiaram os Reis Magos
Inspiraram os enamorados
Seguiram tantas naus
Vigiam-nos lá do alto
Movem-se numa suave dança
Talvez dançando uma polca
Ou uma valsa de Strauss
O seu brilho fica nos meus olhos
O seu brilho espelha-se no meu olhar
De tão longe elas me fascinam
E eu sem lhes poder tocar
Maria Caetano Vaz




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