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Criança

  • auroradeoutono
  • 29 de ago. de 2020
  • 1 min de leitura

A criança sonha acordada

Inventa no seu imaginário

Não há limite para o permitido

Não há medo porque não é sentido

Ignora o risco e o perigo

Move-se e vai ao desconhecido

Criança cedo reconhece

Onde tem o seu porto seguro

Onde está aquele olhar

Lhe dá confiança com um sorriso

E ela devolve no seu jeito puro

A quem lhe dá o amparo se preciso

Mas ser criança é efémero

São só treze primaveras

Logo vem a adolescência

As borbulhas, o nariz empinado

A vitimização por mães severas

Com o apelo à independência

E a criança deixa de sorrir

Talvez assustada, talvez desconfiada

Esconde-se no recanto do coração

Nada se compara ao sonho

Tudo se transformou

Tudo ficou em pedaços de ilusão

E escondida nos recantos do ser

Assim ficará até ao fim

Porque já nada é igual

Para só voltar a surgir

No dia de transpor Aquele Portal.

Maria Caetano Vaz

 
 
 

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