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Foram frondosas

  • auroradeoutono
  • 30 de jun. de 2020
  • 1 min de leitura

Aquecidas pelo sol

Beberam a água da chuva

Fustigadas pelo vento

Tremeram de frio na noite

Ficaram ressequidas pelo tempo

Perderam as folhas viçosas

Perderam o brilho da cor

Encheram-se de marcas rugosas

O corpo seco e cinzento

Onde as pingas da chuva secaram

Feito lágrimas de revolta

Por serem vítimas do tempo

Mas firmes e revoltadas

Querem manter o seu posto

Todas em fila ordenadas

Os seus ramos braços erguidos

De figura alerta e rude

Em jeito de sentinela

Até que lhes tirem o seu posto

Até que alguém as derrube

Maria Caetano Vaz


 
 
 

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