Guardiã
- auroradeoutono
- 15 de nov. de 2020
- 1 min de leitura
Deixei de te ver
Porque te voltaste a esconder
Sempre a rodar sobre ti própria
Vens misteriosa e cheia
Quando voltas a aparecer
O sol te ilumina as faces
Quando o céu está a escurecer
O teu reflexo projetas
Onde as sombras se escondem
A água te serve de espelho
Nela te deitas a brilhar
A corrente não te move
Só tu sabes quando mudar
E rodas de corpo a minguar
Fugindo do nosso olhar
E é pela madrugada
Que ainda te posso ver
Sete dias vão passar
Para bela e redondinha
Surgires ao anoitecer
E tu que és única
Olhas-nos do espaço
Numa ronda sem fim
Como se fosses guardiã
Mudas de forma e tons
Ficas da cor do fogo
Na magia de um talismã
E aqueles que se amaram
À luz do teu luar, na paixão
Felizes te enviaram um beijo
Tu sorriste e formaste um coração
Maria Caetano Vaz





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